quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Eu não sou uma pessoa fofinha por natureza. Não sei se é uma questão de defesa ou se é só mesmo porque sim, porque nasci assim. E por isso mesmo não sou de dizer coisas bonitas às pessoas, muito menos de lhe dizer que gosto delas, sejam namorados, amigos ou familiares. Não sou boa com palavras no sentido verbal, mas sou boa no que toca a escrever. Não que saiam daqui grandes obras de arte, mas as palavras fluem e acabo por escrever tudo o que sinto, ao pormenor.
E ontem, pela primeira vez na minha vida, deixei alguém ler um dos meus muitos cadernos, onde vou escrevinhando coisas. Pela primeira vez deixei que lessem o que me vai na alma, que soubessem o que sinto e quando sinto. Foi o meu não-é-amor-nem-amizade-é-uma-coisa-que-ainda-não-tem-nome e senti-me muito bem com isso. Deixei-o de lágrima no olho, e se no inicio isso me deixou de coração apertado, rapidamente fui invadida por uma sensação de leveza. Não sou capaz de verbalizar o que sinto, mas assim sei que ele sabe o que sinto. E se sinto...

4 comentários:

  1. Adoro pessoas que não são fofinhas por natureza. Também eu sou uma delas :)

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    1. Eu costumo dizer que sou fofinha à minha maneira, mas sei que às vezes tenho de me esforçar bastante para não ser uma besta :p

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  2. Tem de ser alguém muito importante para ti, uma vez que permitiste que essa pessoa te "lesse" os pensamentos.

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